Cultura japonesa no Brasil
Mangás são histórias em quadrinhos e animes são as animações baseadas neles — elementos centrais da cultura pop japonesa que, com o avanço das novas mídias digitais, se popularizaram no mundo inteiro. No Brasil, essa cultura movimenta comunidades, convenções e identidades. Nas Ciências Sociais, pesquisadores investigam como esses produtos culturais circulam, criam laços sociais e constroem pertencimentos.
João Paulo Braga Cavalcante analisa a subcultura otaku — os fãs apaixonados pela cultura japonesa — especialmente na cidade de Fortaleza, onde acontece anualmente uma das maiores convenções de animes do Brasil, a Super Amostra Nacional de Animes (SANA). Leandro Ayres Peres e André Luis Ramos Soares também analisam a veiculação de animes no Brasil com foco na formação desse grupo, enquanto Lucas Rodrigo Belo Lopes investiga o contexto de surgimento, os processos e as características desse fenômeno no país.
Claudia Pedro Winterstein analisa as convenções de mangás e animes e mostra que esses eventos vão além do entretenimento: eles se tornam espaços de sociabilidade e iniciação para quem quer ingressar no universo otaku, além de funcionar como espaços de afirmação de pertencimento e identidade coletiva.
Vlad Costa analisou críticas artísticas relacionadas a animes e mangás em uma comunidade virtual formada por blogs, vlogs e podcasts sobre cultura pop japonesa — mostrando como essas comunidades produzem reflexão crítica sobre o que consomem.
Já Jander Fernandes Martins e Vitória Duarte Wingert focam no anime Naruto para analisar a representação dos animais nesse universo e as mudanças culturais das últimas duas décadas na esfera familiar — período em que animais passaram a ser vistos como membros efetivos e afetivos das famílias, em escala global.