Antropóloga, pesquisa gênero e saúde. Fez mestrado e doutorado no Instituto de Medicina Social da UERJ, na área de Ciências Humanas em Saúde, e é pesquisadora do Centro Latino-americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM).
Quando eu estava no Ensino Médio, pensava em fazer algum curso que pudesse ser mais voltado para a área de pesquisa (sem nem saber ainda direito o que isso significava...). Cheguei a cogitar Psicologia, mas, meio por acaso, me deparei com informações sobre Ciências Sociais e me interessei. Acho que teve um pouco de sorte nisso tudo! Gostei muito do curso desde o início, principalmente das disciplinas em Antropologia.
Rapidamente entendi que a Antropologia era o que mais me interessava no curso de Ciências Sociais. E aí, dentro da Antropologia, me interessava mais especificamente pelos estudos de gênero e pela discussão com o campo da saúde. Naquela época, o tema aparecia muito pouco nas disciplinas de graduação, então fui buscar outros locais em que a discussão pudesse aparecer com mais força. Assim, ainda na graduação me aproximei do Instituto de Medicina Social da UERJ, onde realizei pesquisa de iniciação científica, e foi lá, na área de concentração de Ciências Humanas em Saúde, da Saúde Coletiva, que também fiz meu mestrado e doutorado.
Gosto de todas as etapas, mas aquele momento inicial, em que temos muitas perguntas dispersas, que aos pouquinhos (através de muita leitura, discussão em grupo, escrita e reescrita) vão se tornando questões e objetivos concretos, certamente é o meu favorito. Ter curiosidades e inquietações é um ótimo caminho para uma boa pesquisa, que, claro, a partir disso requer muito trabalho e método.
Sem dúvidas! É um curso que possibilita um olhar mais crítico e que desnaturaliza muitos processos que atravessam nosso dia a dia.
Além das formas clássicas de circulação do trabalho na academia (eventos acadêmicos, congressos, seminários...), participei de algumas iniciativas como podcasts. Além disso, sou pesquisadora ligada ao Centro Latino-americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM), que funciona também como um projeto de extensão da UERJ, e que procura divulgar as pesquisas para públicos mais amplos. Então deixo a dica, aliás: acessar o site e as redes sociais do CLAM é uma ótima forma de conhecer pesquisas sobre gênero, sexualidade e direitos humanos!