Marina Nucci

Antropóloga, pesquisa gênero e saúde. Fez mestrado e doutorado no Instituto de Medicina Social da UERJ, na área de Ciências Humanas em Saúde, e é pesquisadora do Centro Latino-americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM).

Como e por que você escolheu a graduação em Ciências Sociais?

Quando eu estava no Ensino Médio, pensava em fazer algum curso que pudesse ser mais voltado para a área de pesquisa (sem nem saber ainda direito o que isso significava...). Cheguei a cogitar Psicologia, mas, meio por acaso, me deparei com informações sobre Ciências Sociais e me interessei. Acho que teve um pouco de sorte nisso tudo! Gostei muito do curso desde o início, principalmente das disciplinas em Antropologia.

E os programas de mestrado e doutorado?

Rapidamente entendi que a Antropologia era o que mais me interessava no curso de Ciências Sociais. E aí, dentro da Antropologia, me interessava mais especificamente pelos estudos de gênero e pela discussão com o campo da saúde. Naquela época, o tema aparecia muito pouco nas disciplinas de graduação, então fui buscar outros locais em que a discussão pudesse aparecer com mais força. Assim, ainda na graduação me aproximei do Instituto de Medicina Social da UERJ, onde realizei pesquisa de iniciação científica, e foi lá, na área de concentração de Ciências Humanas em Saúde, da Saúde Coletiva, que também fiz meu mestrado e doutorado.

Qual etapa da pesquisa você mais gosta?

Gosto de todas as etapas, mas aquele momento inicial, em que temos muitas perguntas dispersas, que aos pouquinhos (através de muita leitura, discussão em grupo, escrita e reescrita) vão se tornando questões e objetivos concretos, certamente é o meu favorito. Ter curiosidades e inquietações é um ótimo caminho para uma boa pesquisa, que, claro, a partir disso requer muito trabalho e método.

Estudar ciências sociais modificou seu dia a dia e sua visão sobre o mundo? Como?

Sem dúvidas! É um curso que possibilita um olhar mais crítico e que desnaturaliza muitos processos que atravessam nosso dia a dia.

Como você faz seu trabalho circular?

Além das formas clássicas de circulação do trabalho na academia (eventos acadêmicos, congressos, seminários...), participei de algumas iniciativas como podcasts. Além disso, sou pesquisadora ligada ao Centro Latino-americano em Sexualidade e Direitos Humanos (CLAM), que funciona também como um projeto de extensão da UERJ, e que procura divulgar as pesquisas para públicos mais amplos. Então deixo a dica, aliás: acessar o site e as redes sociais do CLAM é uma ótima forma de conhecer pesquisas sobre gênero, sexualidade e direitos humanos!

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